segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Profecia dos índios americanos

Para quem viu o belíssimo vídeo no post de 30 de Abril de 2010 Somos todos UM [legendas port-br] talvez interesse ver os filmes donde foi feito esse extracto, com uma interpretação índia do desastre ecológico actual, dada por 3 dos seus “mais-velhos”.
Seguem-se os links dos 5 primeiros vídeos, o sexto não tem nenhum interesse. Pena estarem em Inglês (com legendas noutra língua):

1º vídeo:

2º Vídeo:

3º Vídeo:

4º Vídeo:

5º Vídeo:

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PREMIO NOBEL 2010, DE ECOLOGIA..... ES PARA UN MEXICANO

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Pocos lo saben, pero existe un premio tipo "Nobel" de Ecología.  Este año lo ha ganado Jesús León Santos, de 42 años, un campesino indígena mexicano que ha estado realizando, en los últimos 25 años, un excepcional trabajo de reforestación en su región de Oaxaca, México.
El nombre de la recompensa es "Premio Ambiental Goldman"
(www.goldmanprize.org/theprize/about_espanol).
Fue creado en 1990 por dos generosos filántropos y activistas cívicos estadounidenses Richard N. Goldman y su esposa Rhoda H. Goldman. Consta de una dotación de 150.000 USD ($2,154,000 M.N.) y se entrega cada año, en el mes de abril, en la ciudad de San Francisco, California (Estados Unidos).
Hasta ahora ha sido otorgado a defensores del medioambiente de 72 países. En 1991, lo ganó la africana Wangari Maathai, quien luego obtuvo el Premio Nobel de la Paz en 2004.

 

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A Jesús León Santos se lo han dado porque, cuando tenía 18 años, decidió cambiar el paisaje donde vivía en la Mixteca alta, la "tierra del sol".
Aquello parecía un panorama lunar: campos yermos y polvorientos, desprovistos de arboleda, sin agua y sin frutos. Había que recorrer grandes distancias en busca de agua y de leña. Casi todos los jóvenes emigraban para nunca regresar, huyendo de semejantes páramos y de esa vida tan dura.

Con otros comuneros del lugar, Jesús León se fijó el objetivo de reverdecer los campos. Y decidió recurrir a unas técnicas agrícolas precolombinas que le enseñaron unos indígenas guatemaltecos para convertir tierras áridas en zonas de cultivo y arboladas.
 
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¿Cómo llevar el proyecto a cabo? Haciendo revivir una herramienta indígena también olvidada: El tequio, el trabajo comunitario no remunerado. Reunió a unas 400 familias de 12 municipios, creó el Centro de Desarrollo Integral
Campesino de la Mixteca (Cedicam), y juntos, con recursos económicos limitadísimos, se lanzaron en la gran batalla contra la principal culpable del deterioro: la erosión.

En esa región Mixteca existen más de 50.000 hectáreas que han perdido unos cinco metros de altura de suelo desde el siglo XVI. La cría intensiva de cabras, el sobre pastoreo y la industria de producción de cal que estableció La Colonia deterioraron la zona. El uso del arado de hierro y la tala Intensiva de árboles para la construcción de los imponentes templos Dominicos contribuyeron definitivamente a la desertificación.
Jesús León y sus amigos impulsaron un programa de reforestación. A pico y pala cavaron zanjas-trincheras para retener el agua de las escasas lluvias,
Sembraron árboles en pequeños viveros, trajeron abono y plantaron barreras vivas para impedir la huida de la tierra fértil.

Todo eso favoreció la recarga del acuífero. Luego, en un esfuerzo titánico, plantaron alrededor de cuatro millones de árboles de especies nativas, Aclimatadas al calor y sobrias en la absorción de agua.

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Después se fijaron la meta de conseguir, para las comunidades indígenas y campesinas, la soberanía alimentaria.

Desarrollaron un sistema de agricultura sostenible y orgánica, sin uso de pesticidas, gracias al rescate y conservación de las semillas nativas del maíz, cereal originario de esta región.
Sembrando sobre todo una variedad muy propia de la zona, el cajete, que es de las más resistentes a la sequía.

Se planta entre febrero y marzo, que es allí la época más seca del año, con muy poca humedad en el suelo, pero cuando llegan las lluvias crece rápidamente.
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Al cabo de un cuarto de siglo, el milagro se ha producido.
Hoy la Mixteca alta esta restaurada. Ha vuelto a reverdecer. Han surgido manantiales con más agua. Hay árboles y alimentos. Y la gente ya no emigra.

Actualmente, Jesús León y sus amigos luchan contra los transgénicos, y siembran unos 200.000 árboles anuales..


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Cada día hacen retroceder la línea de la desertificación.
Con la madera de los árboles se ha podido rescatar una actividad artesanal que estaba desapareciendo: la elaboración, en talleres familiares, de yugos de madera y utensilios de uso corriente.

Además, se han enterrado en lugares estratégicos cisternas de ferrocemento, de más de 10.000 litros de capacidad, que también recogen el agua de lluvia para el riego de invernaderos familiares orgánicos.

El ejemplo de Jesús León es ahora imitado por varias comunidades vecinas, que también han creado viveros comunitarios y organizan temporalmente plantaciones masivas.

En un mundo donde las noticias, con frecuencia, son negativas y deprimentes, esta historia ejemplar ha pasado desapercibida.

¡ Circula esta noticia PARA QUE TODOS  SE ENTEREN !!!!

LOS  NOTICIEROS NO INFORMAN TODO LO QUE DEBEN


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Como morreram os dinossauros?

Infelizmente ficaram presos nos buracos é por isso que os seus esqueletos são encontrados todos enterrados.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sacos de Plástico com tampa reciclada - Uma ideia útil !!

Ideia para reciclagem - tampa do frasco plástico
Esta é uma óptima ideia para compartilhar. Bom para nós e para o meio ambiente também.
Incisão direita do corte no pescoço.


Enfie o saco de plástico através do gargalo da garrafa que você acabou de cortar.

Melhor do que os molas ou fechos (clipes) de plástico que você tem que comprar.




sexta-feira, 30 de abril de 2010

Somos todos UM [legendas port-br]



SEM LEGENDAS. MAGNÍFICO! *****

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Aderi ao OpenOffice (dia 49)

Hoje cansei de apanhar erros ortográficos no Word. Não sei porquê, até tenho vergonha de o admitir, mas não consigo pôr o dicionário de Português a funcionar, dá sempre a mensagem:
Li que é um problema comum a vários utilizadores. Será que querem que pague pelo dicionário? Cansei!
Resolvi aderir ao software aberto e verifiquei que o OpenOffice tem um conjunto de programas maior, mais simples e leve e com total compatibilidade com o Microsoft Office. E com um dicionário, Thesaurus e menus em Português de Portugal.
  
-- CLICAR PARA FAZER O DOWNLOAD DA VERSÃO PORTUGUESA

Que é que tem isso de verde? O Software aberto é o grande (e único) concorrente sério da Microsoft, ela representa um quase monopólio em sistemas operativos e ferramentas para escritório, e os monopólios não são muito saudáveis, levam ao abuso de posição dominante, arrogância e coarção da liberdade das pessoas.
Por isso voto no software livre como fez o governo brasileiro (ao contrário do Português que se vendeu à Microsoft) e com isso poupou uma pipa de massa (nós cá somos ricos).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Julia Hill, a mulher que ficou dois anos em cima de uma árvore para evitar o seu corte

"Todos os problemas que o nosso mundo encara – desde devastamento e aquecimento global, extinção das espécies e poluição, proliferação nuclear e guerra, pobreza e racismo, e assim por diante -  são sintomas de uma doença muito mais profunda: a doença da consciência desconetada. Eu chamo esta doença de “Síndrome da Separação“. Quando uma planta é arrancada das suas raízes pelas quais é conectada, ela começa a morrer. Comparando com o ser humano, o processo é semelhante: se tirarmos de nós, as raízes que nos conectam com nossa consciência, a saúde, vitalidade e beleza de nossas vidas, comunidades e o mundo em geral, também começam a desmoronar." - Júlia Hill


Julia Butterfly Hill despertou atenção internacional para a situação de alarme em que se encontram as florestas que escaparam da depravação. Ela morou mais de dois anos nos troncos de uma Sequoia (Redwood) – considerada a árvore mais alta do planeta – de onde se recusou a descer. A sua história de protesto contra a destruição do meio ambiente e a desvastação das  Sequoias terminou depois de 738 dias, com um acordo que incluía a permanente protecção para a árvore conhecida como LUNA e 3 acres em redor da mesma.

Julia tornou-se numa ativista, escritora e poetisa. Ela é autora do Best Seller "O legado de Luna" (que este ano dará um filme) e de "Uma pessoa faz a diferença", ambos publicados em 100% de papel reciclado com tinta de soja e sem o processamento de cloro, num alto padrão de sustentabilidade ecológica. .

Julia fundou a organizaçao Circle of Life (Círculo da Vida) (www.circleoflife.org)  - para promover a preservaçao da vida. Ela também está envolvida no Nós o Planeta (We the Planet) (www.wetheplanet.org) , um projeto relacionado ao Círculo da Vida. A sua coragem, convicção e clareza de mensagem de esperança, incentivo, amor e respeito por todo tipo de vida, tem inspirado pessoas no mundo inteiro. Como neste testemunho, cuja tradução segue abaixo:

Uma das coisas que digo às pessoas é que somos tão bons em definirmos no que estamos contra que o que nós somos contra acaba por nos definir. Nós temos o movimento "anti-guerra" e quando eu os ouço, as vozes das pessoas e o tom das suas vozes, parece que estão em guerra. As pessoas ficam apanhadas, zangadas. No activismo florestal há alturas em que temos de decidir quais as acções mais apropriadas e logo as pessoas começam a discordar e a começarem a lutar uns contra os outros e ouço as suas vozes alteradas, que eu me pergunto: "Como podemos parar as cortes de árvores das florestas se entre nós nos cortamos uns aos outros." E foi uns dos momentos de inspiração que me fez raciocinar que ok, devemos apontar o que está errado, mas é mais importante defender o que achamos correcto. Porque defendo o que achamos correcto fazemos com que o mundo se desloque nessa direcção, nós manifestamos aquilo que nos focamos. Então se nos focarmos no que está errado, não devemos ficar surpreendidos em ter mais do mesmo. Isso não significa fechar os olhos e pretender que coisas como a devastação do planeta não está a acontecer, que a injustiça contra as pessoas não está a acontecer. Mas mais do que abrir os nossos olhos ao que está mal, defendermos e co-criarmos o que achamos correcto, de forma que a energia vá para aquilo que está correcto.

Bem, quando eu estava na árvore, tentei ser amiga das pessoas dos empregados e responsáveis da empresa  (Pacific Lumber Comunity), fiz o meu melhor para nunca criar a sua animosidade, para nunca criar um inimigo, porque se criarmos um inimigo vamos ter um, mas se eu escolher não criar um inimigo, mesmo se alguém me vir como um inimigo, isso não quer dizer que eu tenho de jogar o seu jogo chamado de guerra. Mas se o continuar a ver como um ser humano, continuar a apelar para a sua humanidade, mesmo que ele tente acorrentar-me a símbolos, um rótulo como amante de árvores, extremista, radical, esquisita, etc, a uma caixa em que nos querem meter. E refusando ser metida na caixa, pedir a essas pessoas que por favor sejam humanas, que encontrem o que é melhor para todos, em vez do que somos diferentes.

Um ano depois de ter descida do árvore Luna, houve alguém que atacou com montes de raiva e medo que atacou Luna e tentou serrá-la, por aquilo que ela representava. Mas o que é extraordinário é que a equipa que veio tentar curar Luna, incluiu empregados da companhia Pacific Lumber que vieram, depois da hora, para colocar o metal que sustenta os curativos da árvore. E uma das coisas que eles me disseram foi "Júlia, nós não concordamos com o que fizestes, mas honramos o que fizestes porque o fizestes duma maneira honrosa, e a pessoas que fez isto fê-lo duma maneira desonesta, por isso é importante ajudarmos porque a maneira como nos tratastes, mesmo se nós não concordávamos contigo politicamente, mesmo que não concordassemos com o que tu defendes, a maneira como tu te aproximastes de nós, temos de honrar isso."
Isso foi muito profundo e ainda me toca desde esse dia, que Luna ainda se mantem de pé, linda e pujante, porque um conjunto de pessoas, engenheiros de estruturas, biólogos, curadores de árvores, nativos americanos,  e empregados do "Pacific Lumbar", todos juntos para criar a comunidade de cura de Luna que permite que ela ainda esteja ali de pé pujante.

Reciclar bem os vidros (dia 48)

Consequência de "ser amigo do vidro (dia 46)" parece-me lógico preocupar-me com reciclá-lo bem.
Recorro ao "meu ecoponto" que preconiza simplesmente:
Depositar:
Garrafas (bebidas, azeite)
Garrafões
Frascos
Boiões sem tampa

Não depositar:
Loiças e cerâmicas (pratos, copos, chávenas, jarras, cristais.)
Materiais de construção civil
Janelas, vidraças, espelhos, etc.
Frascos de Perfume.
Lâmpadas.

Suscitam-me algumas questões, algumas das quais só o portal do Brasil me esclarece:
"O vidro é 100% e infinitamente reciclável. Isto quer dizer que todos os recipientes de vidro, mesmo os quebrados, podem ser transformados em novos produtos."
Faça o teste: no vidrão posso reciclar ...?

  • Copos de vidro
  • Embalagens
  • Para-brisas
  • Cacos de vidro
  • Óculos
  • Louça de vidro (pyrex)
  • Vidros temperados/grossos (ex: óculo de forno ou máquina de lavar)
  • Cinescópios de TV/monitores
Se disse que sim nos 4 primeiros e não nos restantes acertou 100%.

Confesso que falhei nos para-brisas. E nos cacos ponho reticências, pois se forem de algum material "proibido" não devem ir.
Porque razão estes cuidados? O portal explica:
"Os vidros técnicos são compostos por matérias-primas diferentes e não são facilmente reciclados, daí tome cuidado para não misturar com os outros tipos de vidro."
E diz ainda para ter cuidado "Quando enviamos os vidros para reciclagem, estes devem estar limpos, ou seja, sem outros materiais como metais, plásticos, palhas e etc, pois eles provocam prejuízos ao processo industrial".

Resumindo, as embalagens de vidro, limpas e sem acessórios, são o essencial do vidrão. Os restantes vidros ou se entregam aos comerciantes (ex: lâmpadas) ou se coleccionam à parte para entrega especial, conforme indica este guia prático de resíduos domésticos especiais que aconselho vivamente em caso de dúvida, editado pela LIPOR que, na área do grande Porto (1 milhão de habitantes), trata os resíduos equivalentes a 1000 carros por dia e possui 21 ecocentros onde recebem materiais especiais específicos.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Prefiro produtos portugueses (dia 47)

Confesso que sempre achei a xenofobia uma coisa de outros tempos, fronteiras são convenções, vivemos numa aldeia global. Mas a globalização cresceu à custa do petróleo e energia barata, começamos a ver onde isso nos leva. Estive a ler o manifesto do "Movimento 560" (número indicativo de Portugal no código de barras) e confesso que não comungo da maioria das razões, nomeadamente que o desemprego nacional deriva básicamente de preferirmos artigos estrangeiros mais baratos em vez dos nacionais (mais caros). Sempre me questionei como podem os portugueses, com um salário médio na ordem de 60% do Espanhol, não serem concorrenciais em preços (e até qualidade) em produtos em que somos/éramos exportadores e passamos a deles importarmos. Eu sei que há muita aldrabice (o azeite é um exemplo), mas há um abismo de eficiência e produtividade na maioria dos casos que explica esta disparidade, veja-se a quantidade de empresários Espanhóis que vêm para cá "ensinar-nos" o ofício. E não é protegendo a incompetência/ineficiência de alguns sectores que conseguimos melhorar, a complacência da maioria dos nossos empresários que os faz estagnar tem de levar estes abanões para se actualizarem e organizarem.
Mas não posso esquecer o papel preverso do Estado na distorção da concorrência, nomeadamente com os subsídios (fortes na Espanha), a tributação dos combustíveis que os faz mais baratos nos nuestros hermanos, nos incentivos fortes que dão às suas exportações mercê de desempregos monstros que tiveram de combater. E que a maioria dos produtos estrangeiros tem um custo escondido de combustíveis no seu transporte que eu não posso desconhecer. Alem de que temos os nossos desempregados que são as principais vítimas dum consumismo feroz que não tem olhado para o lado humano desta cadeia, nesse sentido sinto-me mais solidário que com com os desempregados estrangeiros, e nisso comungo com este movimento.

Resumindo: não subscrevo exactamente as razões, mas adiro a este movimento de "apoiar a produção nacional" preferindo as marcas e produtos portugueses. Como saber quais são? "Quase todos os produtos portugueses começam por 560 no código de barras" mas existem "códigos proprietários com um formato diferente (não têm 13 dígitos)", em que se tem de ler na embalagem (made in Portugal) alem de ser indicado na maioria das tabuletas dos frescos o país da proveniência.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Ser "amigo do vidro" (dia 46)

A Ana do blog "Re-Bag" aderiu a uma campanha internacional que achei muito gira. Chama-se "Friends of Glass", e é uma associação que promove o uso do vidro como a embalagem mais ecológica e capaz de melhor manter a qualidade do produto embalado. Fizeram um concurso o ano passado (a Ana ficou em 2ª), este ano desafiam a assinarem uma petição online onde se escolhe um tipo de produto que venha numa embalagem de vidro e e se compromete a consumi-lo o resto do ano ou, quem sabe, para sempre.
A maioria vai para o vinho (caso da Ana, que também promete abandonar os refrigerantes), mas há quem opte pelos molhos, cremes, bebidas saudáveis, azeite, água, cerveja, mel, leite, iogurte, colas até sopas.
Eu sempre adorei o vidro, uso-o para guardar a maioria das minhas mercearias e da comida que sobra, mas compro a maioria ainda em plástico/celofane. Tenho uns amigos que fundaram a "Cooperativa Terra" para distribuir alimentos biológicos na área do Porto em embalagens de vidro porque pugnam pela "transformação da ideia de embalagem, substituindo o plástico, alumínio e papel por frascos de vidro".
Estive a pensar e não há muito que eu não faça já a opção do vidro, sobretudo a partir da resolução de "renunciar aos tetra-Packs". Mas há molhos, frutos secos, sumos e outros produtos que ainda tenho opção e por uma questão de princípio irei pelo vidro quando possível.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Fazer menos compras (dia 45)

Depois de "Reciclar tudo o que for possível, sem desculpas! (dia 43)" parece-me lógico prevenir antes de remediar, sobretudo não produzir lixo que não/mal se consegue reciclar. A Lipor tem um site "Não faço lixo" com alguns mandamentos muito bons. Hoje vou-me centrar no 1º, que parece fácil mas não o é, pelo menos para mim:
1-    Reduza o consumo comprando apenas os produtos necessários (ex: faça uma lista de compras e vá às compras depois das refeições. Controle o seu orçamento)

Chegam até a dar um folheto que se pode imprimir, com os 10 mandamentos e ainda práticas listas de compras para sermos menos tentados pelas promoções, publicidade e tentações que todo o marketing produz. Outra ideia é limitar-me a um orçamento para cada ida às compras, levando dinheiro e evitando usar os cartões (os comerciantes agradecem, pois não têm de pagar a taxa respectiva).
Vai ser difícil mas vou tentar dar o meu grito de "Não ao consumismo", pois acho que a melhor forma de diminuir a pegada é deixar de acumular tralha.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Fósforos ou isqueiro ? (dia 44)

A Ema e a Vanessa resolveram-se a usar fósforos em vez de isqueiro. Hoje que o gás do isqueiro do fogão (o único que uso) acabou, tenho de ponderar qual é a melhor solução. Contrariamente ao que eu pensava, o fósforo é uma invenção recente, como descreve este excelente artigo:
"Somente em 1855 o sueco Johan Edvard Lundstrom usou um tipo de fósforo vermelho descoberto pouco tempo antes e menos perigoso que o anterior. O pesquisador tornou o apetrecho mais seguro ao instalar o fósforo em uma faixa na lateral da caixinha e na cabeça do palito fixou uma substância oxidante (que fornece o oxigênio)...
Curiosidade: o isqueiro surgiu antes do fósforo, gerando atrito através de um pedaço de pedra, de ferro e um material seco que queimaria, hoje este último foi substituído pelo gás."
Lembro-me das minhas tentativas escuteiras de fazer fogo sem nem uma coisa nem outra, mas não estou acampado, alem de não ser nada prático ou ecológico manter algo a arder para não ter de reiniciar o processo.
Se calhar estudar mais opções: o fogão a gás não precisa de combustível (já tem o gás), basta só uma faísca que aquilo acende, que é o que tenho feito com o isqueiro vazio que ainda tenho. Mas a "pedra" ou lá o que faz faísca está gasta e não consigo enchê-lo de gás (confesso que tenho uma antiga, tenho de aproveitá-la!), por isso vejo duas opções que são males menores pois tudo tem inconvenientes ambientais: comprar um isqueiro recarregável ou um piezoeléctrico (com cristais que geram uma faisca elétrica por resposta a pressão no gatilho), que vem pré-equipado em vários fogões e é a base dos vulgares isqueiros a gás, só que sem este, por isso tem um gatilho mais potente para produzir uma faísca maior.
Na minha pesquisa, achei piada esta explicação do ciclo do fósforo: "o fósforo nasce - quando é produzido nas indústrias. Vive - quando é transportado até os mercados e locais de venda e MORRE - quando é queimado. Por isso tem aquela piada dos fósforos que disseram para a caixa de fósforos, cada vez que tu te abres um de nós perde a cabeça. Mas ele fez por merecer, quem manda ser incendiário!"
Acho que opto pelo piezo, porque entre abater árvores para eu queimar diariamente ou comprar um bocado de metal e plástico que pode durar anos, não gasta combustível, não queima dedos, não larga fósforo (um veneno) ou chamas descontroladas, a solução parece-me óbvia. Mas não sou fundamentalista e reconheço que o fósforo será preferível ao isqueiro normal de usar e jogar fora (os famosos bic) e embora seja uma canseira, são até mais românticos.
Nisto como em tudo temos de encontrar o compromisso que sintamos mais equilibrado, pois "É DIFÍCIL SER PERFEITO". Foi o que aconteceu ao Tom Hanks no filme "O Náufrago" , em que se veu à nora para fazer lume. Finalmente foi revelado o que continha a encomenda Fedex que ele nunca chegou a abrir:

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Reciclar tudo o que for possível, sem desculpas! (dia 43)

Ao princípio destes desafios pensei que tinha pouco a aprender nesta matéria, por isso não liguei muito ao post da Vanessa "Nenhuma lata será deixada para trás". Mas a preguiça "natural" em separar lixo leva à tentação, sobretudo fora de casa, em pôr tudo no caixote comum, que irá sobrecarregar aterros sem nenhuma reciclagem.
Depois do post de ontem, mal ficaria se eu andasse numa cruzada contra as lixeiras clandestinas nesses caminhos e matas nacionais, contribuindo com a minha preguiça para encher mais lixeiras de lixo comum. Até porque 99% do lixo produzido é reciclável e as lixeiras nacionais, que desde 2000 funcionam com alguns cuidados extra, continuam a ser uma agressão ambiental, é como varrer para debaixo do tapete, só que não se vê tanto (como as antigas lixeiras encerradas nesse ano mas que continuam a poluir), mas mesmo assim são responsáveis por mais de 5% do nosso CO2.
Andei à procura de ideias práticas e económicas de fazer essa separação toda em casa, pois os meus 3 caixotes, um com duas divisões, ocupam a minham minúscula cozinha. Enquanto não importarmos esta prática invenção brasileira da foto, que utiliza sacos de compras normais e os mantém fechados até ser carregado um pedal (ver filme no site), terei de remediar com alguns sacos e caixas extra, para seguir estas simples ideias de
«Como colocar a reciclagem em prática

Normalmente em todos os locais só existe um cesto de lixo. Pois bem, separe vários sacos plásticos e vá colocando cada tipo de lixo em um deles. É fácil...basta você "guardar" os saquinhos de embalagens que você ganha nos supermercados! Depois fixe um "sarrafo" de uns dois metros na parede do quintal ou da área de serviços e pendure os saquinhos com um prego, e vá substituindo-os conforme eles encherem. Se quiser, poderá escrever "caprichadinho" no sarrafo, um para o destino de cada saquinho. Para empresas é só orientar os funcionários e colocar tambores grandes com os respectivos nomes.

  1. Papéis revistas, jornais e seus  derivados. 
  2. Vidros, lâmpadas, garrafas etc  
  3. Brinquedos, garrafas  plásticas etc
  4. Artigos de borracha.  Caso tenha pneus velhos  para jogar, tome cuidados para deixá-los sempre secos,  você já deve ter ouvido  falar no Dengue. Fure-os ou  corte em pedaços. Ou também voçê poderá levá-los em lojas de vendas  de pneus.
  5. Entulhos, madeiras, cimentos e resto de sujeiras das faxinas etc.
  6. Metais diversos, latas,  arames, pregos, alumínios etc
  7. Objectos  perigosos como: Baterias em geral,  pilhas e lâmpadas fluorescentes. Nunca jogue no lixo,  pois  estes produtos são altamente  contaminadores e perigosos
  8. Orgânicos como: restos de comida,  ossos etc
  9. Papéis usados, ( higiênico por exemplo  ),  guardanapos, fotografias, fita crepe,  tocos de cigarros,  esponjas de aço usadas, panos  sujos dentre outros.
ÓLEO DE  FRITURAS    Nunca jogue o óleo de fritura  na pia ou ralo, guarde-os em garrafas de refrigerantes, eles são  Biodiesel, ou seja, combustíveis de veículos e também podem virar  sabão, além de proteger a natureza estará guardando uma pequena  fortuna em sua casa. 

CINZA DE  CIGARRO  Nunca jogue fora a cinza do cigarro,  pegue latas de leite ou chocolate vazia e vá colocando as pontas dos  cigarros e guardando as latas cheias em casa até que a ciência  encontre uma aplicação para este resíduo altamente tóxico, colabore  com o meio ambiente, já que não consegue parar de fumar faça este  pequeno gesto de carinho.»

Fica a ideia. Eu vou fazer a minha parte, e voltar à carga com cada tipo de lixo, pois parece siimples, mas já vi que há muitas dúvidas na separação.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Catando lixo quando o vejo (dia 42)

Ontem saí para fotografar as lixeiras, conforme o meu compromisso anterior (dia 38). Aproveitar a habitual ronda pelo quarteirão depois do almoço para ir um pouco mais longe, pelo magnífica mata contígua à minha casa. Fiquei com a ideia que, pelo menos aqui, não vai haver muito que limpar, a menos que a amostra não seja representativa: só percorri um quadrado de 500 m por 500 m, e só encontrei 3 montes de lixo que cabiam num carro de mão e que fotografei com o telemóvel e referenciei de cabeça.
Mas este post nasceu de eu me ter sentido frustado por , nalgum lixo disperso, não estar preparado com um saco para recolhê-lo, pois era às vezes tão pouco que metia pena deixá-lo. Acabei por apanhar uma garrafa de cerveja e um saco de plásticos que depositei nos respectivos vidrões.
Só? Sentia-me como um velho que uma história relata estar na praia a salvar tartarugas ajudando-as a regressar à água e a quem alguém perguntou porque estava a fazer isso, não via que eram tantas as tartarugas nessa aflição que era um trabalho inglório, nunca faria a diferença. O velho respondeu com humildade, que para aquela tartaruga que acabava de salvar, fazia, e isso era o bastante para ele continuar.
Para a próxima e por princípio vou andar prevenido para não me sentir tão frustado e ir-me redimindo do lixo que espalho apanhando o lixo que outros espalham.

Em St Peters, em Leicester, no Reino Unido, um país obcecado pelas câmaras de vigilância, alguns cidadãos decidiram usar as mesmas tácticas para apanhar prevaricadores que espalham o lixo por onde não devem. Criaram mesmo um canal no Youtube para expôr públicamente os prevaricadores como o do filme acima (há mais de 300!), onde aparece este interessante comentário dum dos autores:
"Desde que a imprensa e a campanha mediática começou(1 de Julho de 2009), as ruas têm estado notavelmente limpas  e os delinquentes poluidores começaram a enviar mensagens email, com vista a pagar suas multas e terem os vídeos  removidos.
Um facto que iremos também divulgar para, por sua vez, dissuadir outros.
A Assembleia de Leicester está a obter aconselhamento jurídico, depois de nós os questionarmos sobre isso no dia 15 de Junho numa reunião da Comunidade.
Dissemos-lhes esta manhã que se têm que mover melhor e mais rápido quando os meios digitais estão envolvidos."

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Usar só água fria para lavar as mãos, rosto e dentes (dia 41)

Confesso que é raro ter as extremidades frias e que, apesar de ser Inverno, não estamos no Canadá como a Vanessa, que lançou este desafio. Mas levou um tempo a tentar-me habituar e, mesmo assim, ainda não consigo levar a louça só com água fria, pelo que ainda não assumo esse compromisso (substituo-o pela lavagem dos dentes), talvez quando arranjar um substituto para a água quente que me evita muito detergente, quase não uso.
Deixo-vos com a novidade hi-tech em torneiras inteligentes, segundo o blogue "Leitura Privada" (a arte de ler no trono): Smartfaucet (é o nome da torneira)- existe uma câmara nela que identifica o usuário e ajusta a temperatura da água de acordo com a preferência já programada dele. Pros usuários ainda não “cadastrados”, não se preocupem. A água muda de cor: quando está fria, azul, quando quente, vermelha. E você não se queima, nem se congela!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Utilizar de preferência os queimadores pequenos do meu fogão (dia 40)

A Vanessa chamou a este desafio "Uma mudança elementar" já que não parece difécil nem de maior importância. Mas como bem chamou a atenção, no blogue "GreenIsSexy" afirma que chega a haver 40% de desperdício de calor quando a boca excede a frigideira (ou tacho, digo eu). Embora se refiram ambos a fogões a electricidade, acho que mais gravosos em termos ambientais que os a gás natural, o raciocínio funciona até mais para o gás, pois que a chama expande-se lateralmente pelos recipientes relativamente pequenos, por vezes queimando as asas dos próprios recipientes.
E, como diz a Deco, só as placas de indução não perdem calor pelo fundo do tacho ser inferior ao tamanho do disco (mas são caras e exigem tachos especiais), por isso resolvi seguir este conselho "elementar", pois não só há um testo (ou tampa, à lisboeta) para cada panela, mas também um bico de tamanho aconselhado.

Já agora, saibam porque é que "verde é sexy", no dizer das 3 autoras (na foto ao lado) deste excelente blogue:
"Porque ser informado é sexy. Ser responsável é sexy. Ser eco-amigável é sexy. Fazer a diferença é sexy."
Deixo-vos o mesmo convite que elas fazem: "fazer parte desta comunidade sexy, ajudando a mudar o mundo, um dia de cada vez."

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Verificar regularmente a pressão dos pneus do meu carro (dia 39)

Confesso que fiquei impressionado com o que disse a Ema sobre este desafio, não encontrei nada a acrescentar. Segui o conselho dela para verificar mensalmente (pelo menos) a pressão, mas como tenho um pneu a vasar um libra por semana, resolvi fazê-lo quinzenalmente.
Como não me esquecer? Li algures um comentário ao mesmo desafio salvo erro no blog da Vanessa, sugerindo colocar um alarme no meu telemóvel, o que fiz. Assim, todas as Segundas-Feiras ele chateia-me por causa dos pneus, se for a semana não, basta desmarcar. Mas se me esquecer na semana sim, só me atraso uma semana até ao próximo lembrete.
Já agora, vejam aqui como aproveitar dois pneus velhos para fazer um belo pouf!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vamos fotografar portugal ! (dia 38)

Estive numa reunião concelhia do movimento "Limpar Portugal!" com mais meia dúzia de pessoas no Sábado. Eramos poucos mas muito motivados, havia quem estivesse em representação de grupos (escuteiros) de Ovar.
Decidimos que depois do Carnaval, que aqui é uma instituição que mobiliza tudo e todos, era tempo de motivar esses e outros grupos/ associações/ escolas/ instituições para no dia L (de Lixo, em 20/3) estarem presentes. Também só agora a Câmara assinou o protocolo que nos vai permitir fazer os cartazes e flyers para afixar/dar e abrir algumas portas.
Voluntariei-me para ajudar nesses contactos e noutros a firmas que já deram sinal de querer aderir (Toyota, Yasaki,...) ou que há interesse em cativar meios (instalações, materiais ou veículos para a recolha, espaço para uma festa de encerramento, almoço para os voluntários, dinheiro não, que é proibido).
Entretanto é urgente fazer levantamento de lixeiras, fotografá-las e referenciá-las no mapa ou GPS, quem quer ajudar? Há muitas aqui à volta da praia onde vivo (Cortegaça), e só em grupo se consegue batê-las em condições, o lixo está muito espalhado!
Bora lá, aceita-se turistas de máquina fotográfica (pode ser telemóvel) e GPS ou mapa (que vou arranjar) para um passeio nos próximos fins-de-semana, que vou reservar para esse trabalho (todos os Sábados pelas 17h há reunião para passar essa informação para o computador).
Mas em vez de espalharmos lixo, desta vez vamos ajudar à sua recolha, quem sabe redimirmo-nos do que deixamos esquecido por essas matas. As nossas crianças merecem receber um Portugal mais bonito, por isso vamos todos LIMPAR PORTUGAL!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Não alinhar nos embustes e contos do vigário (dia 37)

Depois do post de ontem sobre "Alertar os remetentes de emails com listas de endereços, para evitarem o spam! (dia 36)", recebo um email de pessoa amiga sobre os supostos perigos da PowerLine, que me fez perder uma hora para concluir que se trata dum "hoax". Segundo a Wikipédia : "Dá-se o nome de hoax ("embuste" numa tradução literal) a histórias falsas recebidas por e-mail, sites de relacionamentos e na internet em geral, cujo conteúdo, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso, supostas campanhas filantrópicas, humanitárias ou de socorro pessoal ou, ainda, falsos vírus que ameaçam destruir, contaminar ou formatar o disco rígido do computador."
A questão é que às vezes ficamos na dúvida, como se pode ver se uma notícia é um embuste ou falsa?
Descobri que alguns sites se dedicaram a responder a essa questão.
Em Português:
Em Inglês:
  • http://www.hoax-slayer.com/ : com milhares de referências em 24 categorias, a operar desde 2003, tem um bom search
  • Os fabricantes do Norton AntiVírus, informam sobre falsos vírus e hoax.
  • http://www.nonprofit.net/hoax, onde encontrei estes conselhos muito sensatos para que "Não espalhe a palavra":
  1. Se você receber uma mensagem, ou ver um post que parece deve ser compartilhada com muita gente, **NÃO O MANDE ** a menos que quer você SAIBA que a mensagem é verdadeira, que pode autenticar a sua proveniência.. ou que conheça pessoalmente o remetente e saiba que poderia ter escrito esta mensagem. Quanto mais urgente pareça, mais cético você deve estar. Mesmo se acha que talvez seja verdade, deixe alguém espalhá-la.
  2. Se você realmente deseja enviá-lo, ** AVERIGUE SEMPRE O REMETENTE ORIGINÁRIO ** antes de encaminhá-lo! Esta é a melhor maneira de lidar com um embuste ou um esquema. Basta responder ao primeiro remetente e perguntar-lhes se é verdade. Se ele não o disser, então não o envie! A maioria dos deboches e embustes tem forjado cabeçalhos e assinaturas, e quando você tenta verificar a validade da mensagem, verá que o endereço não é válido. Mesmo se o originador é um brincalhão ou desafiá-lo a ir em frente, pelo menos pode ser  por si desmascarado e anulado. Se isso parecer muito transtorno ou que não é importante, ao menos não o deve enviar.
  3. Se a mensagem lhe diz para fazer algo, especialmente se esse algo envolve mudanças na sua conta ou enviar um arquivo ou mensagem pela rede, ** PERGUNTE A ALGUÉM MAIS EXPERIENTE EM QUEM CONFIE **. Imagine que você recebe uma carta na sua caixa de correio real, pedindo-lhe para colocar as chaves de casa num envelope de retorno fornecido e enviá-los para uma caixa de posta restante nos correios. Você faria isso? Pessoas caem com a versão actual em computador, o tempo todo.
  4. Se você vir ou obter algo que realmente faça zangar-se, lembre-se que *** VOCÊ NÃO PODE TER A CERTEZA SOBRE QUEM O MANDOU!!** pois é muito, muito fácil lixar alguém com uma mensagem de correio electrónico ou um post. Tudo o que alguém tem de fazer é sentar-se no seu computador quando a vítima está afastada do teclado. Mas os piratas podem ser muito mais sofisticados. Eles podem forjar qualquer mensagem para que ela apareça como de outra pessoa.
  5. Cadeias  de emails e posts em pirâmide são um golpe, e na maioria das vezes, são um crime. QUALQUER SISTEMA QUE ENVOLVE O CORREIO REAL EM QUALQUER INSTANTE PODE SER ILEGAL. Se você encaminhar um, você irá ser bombardeado com centenas demensagens furiosas em resposta. Mas se você vir um, lembre-se que realmente não pode ter certeza quem o enviou!
  6. Finalmente, note que quando trata do 1 º de Abril, a Net será repleta de mensagens falsas, falsos endereços de retorno, deboches e disparates em geral. A melhor coisa a fazer é lê-las e dar uma boa risada. Tirando isso, ignore qualquer mensagem de alguém que não conhece ou de alguém que lhe pede para fazer alguma coisa.
Sobre este assunto, achei muito acertado um comentário em verso, de Almart no AEIOU, que se aplica muito bem ao enredo do filme "Hoax":

Há por aí tantos empaches
E tanta, tanta aldrabice
Que não são só os hoaxes
A causar tanta imundice


As Tvs e os jornais
Só para causar sensação
Informam cada vez mais
Mas a verdade é que não


Há muitas inteligências
Não cumprindo o seu dever
Só procuram audiências
E novas formas de vender


Ficamos mais baralhados
Quando lemos os jornais
E por vezes assustados
Com casos bem triviais


Nesta grande peixeirada
De jornais, e-mails ou faxes
Há informação descarada
Sendo grande parte hoaxes

Finalmente, um artigo completo sobre o assunto e muitas dicas duma universidade brasileira, que prescreve os


12 mandamentos do email

  1. Tu incluirás uma linha de assunto clara e específica.
  2. Tu editarás todo o texto citado, para que seja o mínimo necessário
  3. Tu lerás tua própria mensagem três vezes antes de enviá-la.
  4. Tu deves ponderar como o destinatário poderá reagir à tua mensagem.
  5. Tu deves checar a tua escrita e tua gramática.
  6. Tu não deves praguejar, lançar flame, fazer hoax ou spam ou usar "CAPS LOCKS" (maiúsculas).
  7. Tu não deves dar forward (passar adiante, encaminhar) correntes e boatos.
  8. Tu não deves usar e-mail para propósitos ilegais ou antiéticos.
  9. Tu não deves confiar na privacidade do e-mail, especialmente no trabalho.
  10. Quando em dúvida, salve a tua mensagem à noite e releia à luz da aurora.
  11. Tu deves fazer "quote"(selecionar as partes interessantes e, na resposta, citar apenas essa parte).
  12. O que considerares odioso de receber, não enviarás aos outros (a regra de ouro)

    sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

    As nossas crianças nos acusarão (trailer do filme - em francês e Inglês)


    nos_enfants_nous_accuseront  by beloutte
    Documentário sobre o desastre da alimentação química. Mais pessoas vêem o trailer na net, mais probabilidade o filme tem de se estrear nas salas de cinema.

    Alertar os remetentes de emails com listas de endereços, para evitarem o spam! (dia 36)

    Estes dias recebi dois emails, de amigos diferentes, em que o meu nome+endereço aparecia conjuntamente comos de muitos outros destinatários. Depois que escrevi o post "Spam na minha vida, só obrigado! (6º dia)", tenho estado alerta a estas coisas, pelo que carrego frequentemente no botão "Mais detalhes" que no Gmail põe isso a nu. Não me contive que mandasse uma resposta nestes termos:

    "...Peço-te que para a próxima não exponhas o meu endereço de email numa lista de destinatários, legível por quem quer que esteja na cadeia dos teus amigos. Há muita gente a aproveitar-se deste tipo de emails para depois arrecadar endereços e bombardear-nos com lixo (spam).
    Não sei se sabes mas, há a possibilidade da lista dos destinatários vir escondida, e não à mostra de todos os destinatários. Basta digitar os endereços na caixa "Cco" (Com Conhecimento oculto) ou "Bcc" (versão inglesa) por baixo do normal "Para", o que nem sempre está à vista. Se utilizas o Gmail, hotmail ou Yahoo, procura perto da caixa do destinatário normal ("Para") um link que se chama "Adicionar Cco", "Mostrar Cc e Cco" ou "Exibir Cco". Carregando nele abre-se 1 ou 2 opções debaixo do "Para", utiliza a "Cco" ou "Bcc".
    Se quiseres que os destinatários saibam a quem mais enviastes o email, podes sempre escrever na 1ª linha do email (tal como fazes nas cartas): C/C ou C/Co: ....seguido dos nomes mas não dos endereços de todos os destinatários.
    Não leves a mal mas às vezes as pessoas não sabem, por isso, se foi um mero esquecimento, desculpa a chamada de atenção."

    Fiquei à espera das reacções, mas a única que recebi veio acompanhada dum pedido de desculpas, porque confessava não saber dessa possibilidade sequer. Pus-me a pensar que, se calhar, era o caso de muita gente que inocentemente serve de correia de transmissão a pessoas sem escrúpulos, que inventam crianças doentes ou propagam factos sensacionalistas (nem sempre verdadeiros), para angariarem endereços de pessoas com um certo perfil.
    Foi esse o tema da reportagem do Tal e Qual de 31/3/2007 com o título "Ordem para apagar", que dizia:
    "Há quem ganhe verdadeiras fortunas a enviar emails de pedidos de ajuda, com apelos a crianças desaparecidas ou pedidos de sangue raro. São todos falsos e é melhor apagá-los.

    Para não ter de bater muito nos amigos incautos ou esquecidos, lembrei-me de ter recebido em tempos um email com uma petição, que iniciava mais ou menos assim:
    " Ao reencaminhar esta mensagem, por favor:
    1. Apague o meu nome e endereço do meu email.
    2. Encaminhe como cópia oculta (Cco ou Bcc) aos seus destinatários.
    3. Retire as mensagens publicitárias do email.
    Agindo sempre assim dificultaremos a disseminação de vírus, spams e banners."

    Ora aí está uma maneira elegante de lembrar (ou ensinar a quem não sabe) que todos somos responsáveis, se não queremos lixo na nossa vida, não o devemos produzir antes do mais. Por isso vou colocar este texto nos rascunhos e copiá-lo para as mensagens que reenviar. Assim não terei tanto de dar nas orelhas dos incautos com o 1º texto que também vou gravar, nem estes poderão alegar desconhecimento.
    E para desanuviar, aqui vai um lindo email de fim-de-ano que um padre amigo me mandou, e que resume muitas das cadeias de emails que proliferam na net:

    «Queria agradecer a todos que me mandaram os mesmos emails, vezes sem conta, durante o ano todo pois, graças a eles :

      1. Li 170 vezes que a minha conta MSN/ hotmail/ hi5 ia fechar
      2. Acumulei cerca de 3000 anos de azar e morri 67 vezes por não ter reenviado certos emails!
      3. Mandei dinheiro para uma menina doente umas 7000 vezes (é engraçado mas o tempo passa e a miúda continua sempre doente e com a mesma idade)
      4. O suposto Nokia e outros prémios que ia ganhar nunca chegou.
      5. Assinei várias petições e, nem sei ao certo quantos tipos de animais selvagens, em vias de extinção, salvei!
      6. Já sei vezes sem conta o que hei-de fazer para ser feliz.
      7. Já conheço todas as histórias de coragem e abnegação do planeta.
      8. Deixei de beber coca-cola depois de saber que ela é boa para desentupir sanitas e limpar canos de esgoto.
      9. Deixei de ir à discoteca e às lojas chinesas com medo de ser raptado para me tirarem algum órgão.
      10. Li pelo menos 25 vezes as citações do DALAI LAMA. Em consequência acumulei 4690 anos de felicidade !!!
    E não esqueçamos o vírus que nem Microsoft, Mcaffee ou Norton Symantec são incapazes de detectar. Ainda estou à espera desse famoso email contaminado e o meu disco rígido ainda não ardeu como uma chama olímpica.
    IMPORTANTE: se não mandas este email a, pelo menos 8500 pessoas em menos de 10 segundos, um dinossauro vindo do espaço vai-te comer e à tua família, amanhã, às 17h38 !!!
    Bem hajam amigos!!Vocês são formidáveis!! Abraço»

    Simplificar o Firefox (dia 35)


    Na rota da simplicidade tive uma inspiração: se eliminasse alguns extras do meu navegador preferido (Firefox), talvez ele corresse mais rápido. É que hoje de manhã resolvi testar e demorou 50 seg a arrancar, uma eternidade.
    Já antes tinha desactivado muitos extras, que achei não estarem a fazer nada ou muito pouco. Mas uma coisa é desactivar, outra desinstalar. Entre esses e outros que não encontrei utilidade, desinstalei 21 extras, tendo deixado uns meros 10 que ainda encontro (alguma) utilidade. Fiz o mesmo teste e passou a arrancar em 10 seg. Talvez não seja muito científico o teste, mas que entra mais rápido não tenho dúvidas e que não para tantas vezes a perguntar se não quero actualizar extras (alguns desactivados) também não.
    Porquê os extras, perguntarão. Porque é isso que faz o firefox o meu predilecto. Gosto muito do Chrome (que já começou a ter algumas extensões mas não da qualidade e variedade do Firefox) e até já experimentei o novíssimo Flock (está para aparecer a versão Portuguesa), da mesma equipa do Firefox mas mais leve e virado à web 2.0 ou redes sociais (mas só tem 3 extensões!). Mesmo o Internet Explorer já começou a apresentar extensões para fazer face à concorrência, mas ainda nenhum deles chega aos calcanhares do Firefox.

    Eis a lista das extensões que não dispenso (para já):
    • AutoPager - faz o download da próxima pág. em segundo plano (muito útil para pesquisas em profundidade no Google, por ex., evita teclar e esperar pela próxima pg.)
    • Corrector para Português Europeu
    • FoxLingo - para traduzir pgs inteiras não há melhor, coloca o original ao lado da pg. traduzida;
    • GreaseMonkey e Styplish - dão nova pele (escura) a várias páginas da internet (google, youtube,...), descobri quando postei "Apagar as luzes do meu computador (dia 9)"
    • Minimalist Gmail - esconde os botões e linhas que não precisamos no Gmail, ver "Spam na minha vida, só obrigado! (6º dia)!"
    • ScrapBook - guarda páginas e partes delas na internet e organiza-as no disco para consulta of-line
    • ScribeFire - editor de blogs completo integrado , podemos ver o original da net donde retiramos conteudo pois só ocupa a parte inferior, totalmente parametrizável e simples de operar.
    • WiseStamp - editor de assinaturas muito completo - ver "Assinatura "verde" dos emails (12º dia)"
    Em que isto tem de verde (alem da poupança mínima de energia, claro)? Li recentemente que a tralha que acumulamos denota a dificuldade que temos em lidar com alguns problemas das nossas vidas. Talvez se eu limpar a tralha, simplificar as coisas, sobre mais tempo (e coragem) para o essencial, não passe tanto tempo no mundo virtual. Vou ver!

    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

    Renunciar aos Tetra-Paks (dia 34)

    Hoje acordei com uma ideia: serão as embalagens tetra-packs amigas do ambiente? Fui pesquisar e encontrei montes de sites a dizer que sim, normalmente associados à empresa sueca (com sede na suiça) que domina a marca e a patente. Dei no entanto com um alerta do magnífico site TreeHugger (Abraçador de árvores à letra) que não resisto a traduzir, com a pergunta: 

    A Tetra Pak é uma invenção maravilhosa. As embalagens assépticas permitem manter o leite fresco durante meses sem refrigeração. Existem centenas de produtos cuja vida útil é estendida por ele...
    E Deus sabe como eles fazem um show de serem verdes. Na Europa, agora estão usando madeira com certificados FSC. Usam energia renovável para reciclá-los nos países nórdicos (de onde eles vêm todos eles, depois de fazerem a análise de ciclo de vida, mostrando que o rastro de carbono do que envio é baixo). Têm sites em todos os países do mundo publicitando como são verdes. TreeHugger foi tão longe que perguntou: "Beberia água se viesse numa embalagem de papel reciclável?" de uma água engarrafada por uma empresa que diz "salvar o planeta, uma garrafa de cada vez" como se a água potável empacotada fosse realmente uma boa coisa...
    Mas então, o que entendemos por verde?

    Em primeiro lugar, o que entendemos por reciclável? Como Warren observado em Basta, 'Reciclável' não é reciclagem ,
    «Algumas coisas incomodam-me apenas ao ponto de distracção. Um caso é o das empresas que vendem produtos proclamando seus materiais são facilmente recicláveis. Especialmente quando seu produto não inclui qualquer destes materiais próprios. Para mim isso é hipocrisia. É "façam como eu digo, não como eu faço". Reciclagem é um circuito completo... Você só recicla quando compra reciclados.»
    Quando eles reciclam Tetra Paks (o que é raro, no seu próprio site eles admitem que em todo o mundo, apenas conseguem 18 %), no que eles são transformados? Na América do Norte: em papel higiénico.
    Isto se for possível reciclá-los. Apenas 20 % dos Americanos tem acesso a instalações de reciclagem para Tetra Paks, o resto vai para aterros.


    Não há dúvida, têm muito trabalho para obter o papel separado do aluminio e do polietileno. Eu gostei da descrição do emérito TreeHugger Ruben Anderson sobre o vinho em Tetra Pak: «Em primeiro lugar, mesmo que você faça os bêbados desactivar a sua preguiça para ingressarem no terço da população norte-americana que recicla, há poucos lugares que reciclam Tetra Paks. Em segundo lugar, os lugares que dizem que reciclam Tetra Paks são mentirosos. Qual é o significado de "RE"? Significa novamente. A Tetra Pak pode ser feita de outro Tetra Pak? Não. Tetra Paks são sete incompreensiveis finas camadas de papel, plástico e alumínio. Os pobres parvos que tentam reciclá-los utilizam liquidificadores gigantes para separar o papel do metal e plástico e, em seguida, eles precisam separar o plástico do metal. Que idiota pensa que isso seria uma ideia melhor que utilizar uma garrafa de vidro e reenchê-la?»

    E quem paga para isso? Quem se dá ao trabalho de separar o tetra pak e lidar com ele? Você. Como Philip Fleischer escreveu há muitos anos:
    «Apoiando programas de reciclagem, os governos estão a subsidiar empresas como a Tetra-Pak, a quem eles aliviam parte do custo da eliminação das embalagens. Esta subvenção oculta penaliza engarrafadores que oferecem uma restituição e reabastecem suas garrafas. Embora vendam produtos em garrafas recarregáveis usando material e energia com mais eficiência, ela é mais cara porque todos os custos são visíveis.  Reutilizáveis não recebem subsídios encobertos por meio de programas de saco azul ou imposto de lixo para aterros.
    Ou, como dizemos, Reciclagem é uma patranha.

    Olhem a Tetra Pak na América, Canadá ou UK e você verá as campanhas notáveis, dispendiosas e elaboradas para nos convencerem a comprar coisas com a fantasia de que o Tetra Pak é verde. Verde é reutilizável. Verde é recarregável. Verde não são descartáveis e reciclados para material inferior, pelos sortudos 20 % dos americanos que têm acesso a ele e aterros para os 80 % restantes. A Tetra Pak é o mais elaborado esquema de lavagem verde de sempre, e nisso estão a fazer um trabalho muito bom."

    Convenceu-me. É agora que vou renunciar ao meu leite de arroz ou aveia só comercializado nessas embalagens e vou pôr a funcionar a esquecida máquina que faz esses e outros leites duma forma bastante mais natural e verde. Fora com a preguiça!


    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

    Limitar a minha utilização de elevadores (dia 33)

    Eu nunca fui grande amante de elevadores mas quando tenho de arcar com pesos eu dou graças à sua existência. Mas o comodismo é demais, fazemos as coisas fáceis sem pensar nas consequências: quanta energia é precisa para puxar uma caixa de ferro tão pesada em si (normalmente mais do que o peso dos ocupantes), quando às vezes são só umas poucas escadas? E lá anda ele para cima e para baixo, a metade do tempo sem ninguém ou com uma pessoa só.

    Sei que até faz bem o exercício, e é uma questão de atitude: a partir de agora e salvo motivo de força (ou peso) maior, escadas até 10 andares estão no papo, é sempre a subir. E para descer, no limits (todos os santos ajudam, sobretudo numas como as da imagem).

    Como conseguir comer saudável com custos em tempo e dinheiro aceitáveis?

    A Erika respondeu em 28/1 ao meu post da véspera (Renunciei aos congelados) com este comentário:
    “Mais uma vez, digo-lhe que concordo com os seus argumentos...Mas a verdade é que não é realmente possível - e não se trata de ter mais ou menos imaginação ou darmo-nos a mais ou menos trabalho - viver a "vida moderna", na cidade, a trabalhar num escritório, com filhos pequenos na escola, etc, etc, fugindo de tudo isso de que fala.
    As crianças comem na escola, nós comemos fora de casa, os nossos próprios horários não são os biológicos mas os impostos, nada é como deveria ser no Jardim do Eden, mas apenas o que se consegue, na melhor das hipóteses, hoje em dia.
    Se não, dê-me exemplos do que poderiam/deveriam ser os nossos almoços fora de casa e os jantares em casa e onde é que tinha tempo para os preparar como "deve ser". Grata.”

    Pensei maduramente na resposta a dar, e cheguei à conclusão que não há resposta, há múltiplas respostas e eu não as conheço todas, nem talvez as melhores. Claro que não vivemos no Jardim do Eden, este modo de vida está todo errado em termos ecológicos, naturais, de saúde.
    Mas como é fácil para mim, sem grandes condicionalismos, estar a arrotar postas de pescada, proponho abrir o debate pois sinto que é este o drama actual de muita gente que se violenta nos seus princípios em prol duma sobrevivência física e social.Assim a pergunta da Kia, estendo-a a todos os leitores do Blogue ou da comunidade.

    A Mónia no mesmo dia deu-lhe uma sugestão- trazer comida caseira para o trabalho:“Concordo com o Sérgio na parte de que é possível encontrar alternativas e concordo com a Kya na parte de que quem come fora de casa tem a tarefa dificultada.

    Eu tenho a sorte de poder trazer comida caseira para o trabalho, mas só o faço porque o meu namorado me ajuda na preparação da comida..."

    Eu tenho outra sugestão: a comida pode ser cozinhada para vários dias, sempre é melhor comer aquecido que porcarias. Não, não o recomendo no micro-ondas (lá se ia o benefício), há algo que recomendo, é barato e muito prático, põe a comida fresca, preserva a comida que fica com aspecto e gosto fresco: a panela de vapor.

    Há máquinas eléctricas (vários modelos desde 30€ aqui) que eu só recomendo para quem tiver fogão eléctrico ou para levar para o trabalho (dispensa o fogão, se este não existir e lava-se muito bem, utilizei um no bar onde trabalhava).

    Há vários outros tipos de utensílios que se adaptam em panelas, como se vê na imagem: nunca usei as cestas chinesas porque me parecem passíveis de acumular comida nos interstícios. Há cerca de 20 anos comprei a minha primeira borboleta (à esquerda) que se abre para se adaptar a quase qualquer tacho. Tem o inconveniente de se estragarem porque as asas tendem a se desencaixarem da base. Há muitos preços e qualidades, encontro-as desde 10€ a 16€ em qualquer supermercado. Mas a minha preferência vai para o tacho furado que se encaixa em 2 ou 3 larguras de tachos normais. Está sempre impecável, e custa tanto com uma borboleta do mesmo tamanho. Tal como as chinesas, podem-se encastelar umas nas outras e há-as de vários diâmetros. Só as encontro no Corte Inglês ou vendidas junto com o tacho-base, o que fica mais caro e normalmente só dá para aquela medida de tacho.

    Então é assim: não vou falar de Os benefícios da cozinha a vapor sobejamente conhecidos, antes da utilização dos mesmos utensílios para aquecer refeições previamente feitas. Ao mesmo tempo pode-se cozinhar em baixo ou aquecer alimentos líquidos (sopa) e quase no fim da cozedura colocar um andar (ou mais) de comida pré-preparada que fica (quase) como feita na hora.
    Recentemente aprendi que se pode também ao mesmo tempo que aquece, cozer a vapor, por ex. legumes tenros ou mesmo duros se os colocarmos um tempo antes de juntar a outra comida. Assim juntamos comida fresca à requentado, é mais saudável.

    Posso dizer que, para mim, isto representa um economia de mais de 50% do trabalho de cozinhar: cozinho em média para 3 almoços (1h- 1:30h) e aqueço nos 2 dias seguintes (enquanto ponho a mesa). À noite vario: faço uma sopa rápida de miso (com vegetais previamente cozidos, eventualmente acrescento um legume tenro e umas massinhas de confecção muito rápida) ou simplesmente bebo um chá com pão com qualquer coisa, como pouco à noite (o que é saudável).

    Espero que este meu segredo, que uso há cerca de 20 anos sem problemas, possa dar uma ajuda. E que haja mais sugestões construtivas, nomeadamente para crianças.

    segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

    Não deitar gordura para o esgoto (dia 32)

    Tal como a Vanessa, a minha dieta não comporta muita gordura, pois evito fritos. Mas, de vez em quando uso a frigideira e lá vai um pouco de gordura fora, pois nunca aproveito gordura saturada.

    Ela preocupou-se com o entupimento dos canos, eu com a poluição que, mesmo em pequenas quantidades eu possa provocar, sobretudo depois de saber que: “Um litro de óleo pode contaminar até 20 mil litros de água potável. Armazene o óleo de frituras em garrafas PET e não o jogue no ralo da pia. Descarte-o num ecoponto”.

    Quem o diz é um organismo brasileiro que, a propósito das alterações climáticas, nos desafia a fazermos a nossa parte . E explica porquê:

    "A Organização Mundial de Saúde- OMS afirmou que 25% das doenças contraídas pelo ser humano são decorrentes da poluição ambiental (Jornal o Globo de 16/06/2006)….

    O óleo de cozinha utilizado em frituras contribui para a situação descrita acima. O óleo de fritura depois de utilizado pode causar poluição ambiental quando descartado de forma inadequada e contribui para causar danos à Saúde quando ingerido em excesso ou oxidado (usado repetidas vezes na fritura)….

    Observa-se ainda que o óleo e a gordura usados em frituras são insolúveis, ou seja, não se misturam com a água. Assim, quando entra em contacto com a água forma uma camada na parte superior (sobre-nadante).

    Quando o óleo ou gordura usados na fritura são despejados no ralo da pia ou descartado de forma inadequada, o resultado é desastroso para o meio ambiente. Os danos vão do entupimento das tubulações na própria casa até o entupimento das galerias e das redes de esgoto. O dano ambiental é gerado quando o óleo ou a gordura de fritura chega até os córregos, rios, lagoas, etc.

    A evidência desta poluição pode ser verificada pela acção do óleo de fritura na água e no solo.

    Primeiro forma uma camada sobre a água e aglomera todo tipo de entulho e lixo descartado no rio. Depois esta camada dificulta a passagem da luz e evita a oxigenação e evaporação da água.

    A consequência imediata é a morte da vida no rio (peixe, plantas, etc) por falta de oxigênio na água. Posterior causa são doenças trazidas às populações vizinhas pela proliferação de bactérias e outros microorganismos.

    Quando o óleo ou gordura usados na fritura são despejados diretamente no solo, o resultado é a impermeabilização da terra e, assim, dificulta a passagem da água pela infiltração, causando também morte de pequenos seres vivos e a ocorrência de enchentes."

    E você, sabia que 1000 litros de óleos alimentares usados permitem produzir entre 920 a 980 litros de biodiesel , combustível que apresenta índices de emissão de dióxido de carbono que podem ser 80% mais baixos do que os que são emitidos ao utilizar gasóleo? Eu não sabia.

    Com esta reciclagem é só ganhar: por um lado, poupa-se o ambiente (água) por outro também (ar). 

    Está visto, nem mais um pouco de óleo pelo ralo nem pela sanita abaixo, tudo para o oleão!
    (já os há em muitos supermercados e municípios)

    Lista de ecodesafios efectuados até 31/1

    Ao longo deste mês, vi-me muitas vezes bloqueado com a questão que deve ser comum a muitos  dos ecodesafiadores: E agora, que fazer?
    Para mim tem sido bastante útil seguir o trilho da Ema e da Vanessa , pelas migalhas que vão deixando nos seus blogs. Mas nem sempre é fácil saber onde está o quê, por vezes perco-me e, por isso, tive de arranjar uma folha de cálculo com a Lista de ecodesafios efectuados que disponibilizo para quem quiser orientar-se. Pode ser visualizada on-line ou fazer download para poder acrescentar eventualmente a sua própria informação em coluna própria, como eu fiz para os três blogs comparados (meu e das minhas musas).
    Notas: 
    • Eu e a Vanessa usamos a notação sequencial, a Ema a do mês e dia, para ela usei as unidades para o mês e as décimas para o dia, ex: 3,02 é o dia 2 do 3º mês (Janeiro já que ela começou em 1NOV).
    • Há ecodesafios que eu ou a Ema julgamos já ultrapassados (valor 0) ou que não se aplicam (X). Outros há em que o desafio não corresponde bem ao enunciado, por ex, quando se faz 2 em 1 ou 1 em 2 (desdobrados)  ou não é bem a mesma coisa. Por uma questão de ordenação, no 1º caso há nrs duplicados (2 em 1), nrs com + 1 decimal (os outros). Se alguém inventar uma melhor maneira, agradeço a sugestão. Dá um certo trabalho mas compensa saber a quantas vou, o que escreveram antes de mim sobre o assunto, etc.
    • A Vanessa só publicou 366 desafios mas continuei a numeração para os que eu ou a Ema "inventamos", por uma questão de ordenação geral. E para melhor distinguir a coisa, vão a amarelo.
    Por isso têm menos uma desculpa para ainda não terem iniciado estas lides, pois tal como diz a publicidade: poderá a nossa vida prosseguir sem procurarmos fazer a diferença? Poderá, mas não é a mesma coisa.
    "Sê a mudança que queres ver no mundo"

    Balanço de Janeiro (1º mês)

    Admiro a honestidade da Ema nas suas "confissões" mensais, que mistura regozijo e actos de contrição duma maneira saudável e inspiradora. Porque acho que faz parte do desafio, o compromisso público, essencial para manter o elan e a pica, aqui vai a minha tentativa de balanço.

    De um modo geral acho muito positivo em termos de tomada de consciência das minhas fraquezas e algumas forças que não sabia ter.
    Começo pelo que estraga a fotografia, pelos que acho que tirei negativa:
        * Fazer backups ecológicos (e baratos - dia 15) - ainda não comecei, mas também não usei dos outros
        * Usar mais os trocados (16) - esforço-me mas às vezes esquece.
        * 1 sorriso por dia não sabe o bem que lhe fazia (20)- parece simples mas é preciso lembrar, e que não é só o sorriso, é mais a atitude.
        * Participar em iniciativas ambientais (22) - Já dei uns passos, vamos a ver se em Fevereiro arranco a "Limpar Portugal" a sério.
     Ufa, confesso que custou, mas afinal ninguém me bateu (ainda)!

    Agora vamos aos meus sucessos, que me enchem de orgulho:
        * Banho à marinheiro ou à indiano? (1º dia)
    Uau, só 1 ? É, só um, não me quero envaidecer mas o primeiro amor ainda é o único que mantenho sem remorsos de não fazer melhor. Até porque custou um pouco, estamos na Inverno, convenham, não é fácil renunciar à água quente pelas costas abaixo!

    Agora, houve outros que me dão gozo e já quase entraram na pele:
    • Deixar os sapatinhos à porta à “Sayonara” (3)
    • Evitando o detergente para a louça (4)
    • As casas são como as pessoas, também têm frio (7)
    • Apagar as “luzes” do meu computador (9)
    • Usar o Google Docs em vez de anexos em emails (10)
    • Ser 100% vegetariano (18)

    Confesso que me custa ainda lembrar-me de:
    • Não deixar os aparelhos em espera (19)
    • Passar parte de cada dia a estudar/comunicar (11)
    • Forçar um tempo silencioso , sem tv, rádio ou Música (14)
    • Comer alimentos biológicos, locais e da época (21)

    Resultado positivo? Sou mau juiz, mas a sensação é que valeu a pena, foram os primeiros passos, caramba! Valeu-me a inspiração das minhas musas Ema e Vanessa, e os vossos comentários que agradeço, sobretudo à Mónia e Erika que originaram algumas controvérsias donde nasceram dois posts (21, 27) cheios de paixão. Estimo não tenha ferido ninguém, não reparem, eu sou assim.

    Há ainda outro balanço a fazer, mas ainda é cedo: o grande desafio da poupança de água, que ainda continua a ser o grande tema para este Fevereiro (espero).